
O pesquisador indígena Terena Alexsandro da Silva Souza, da Aldeia Brejão, em Nioaque (MS), foi selecionado para um intercâmbio acadêmico na França, onde desenvolverá parte de sua pesquisa de doutorado em um dos laboratórios do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS).
Ele irá atuar no laboratório LETG, na Université Rennes 2, sob orientação do professor Damien Arvor, com foco no estudo das mudanças ambientais no bioma Cerrado dentro da Terra Indígena de Nioaque.
Doutorando em Tecnologias Ambientais pela UFMS, Alexsandro tem formação em Agroecologia e mestrado em Recursos Naturais. Ele também coordena um curso técnico em agroecologia na escola indígena da comunidade onde vive.
Sua pesquisa utiliza sensoriamento remoto e geotecnologias para analisar, ao longo do tempo, o uso e a cobertura do solo na região, gerando dados importantes para a gestão ambiental e proteção territorial.
O trabalho faz parte da tese “Estudo Multitemporal do Uso e Cobertura do Bioma Cerrado da Terra Indígena de Nioaque/MS”.
Para o pesquisador, a experiência internacional representa um avanço coletivo:
“É uma oportunidade de fortalecer a ciência indígena e mostrar que nossos povos também produzem conhecimento e tecnologia”, afirmou.
Ao final do intercâmbio, ele pretende aplicar os resultados em ações de conservação ambiental e etnodesenvolvimento na própria comunidade.
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